sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O aumento da "violência"


Por: Jostein Amundsen

Assistindo e lendo jornais, revistas, me deparei com matérias muito tristes. Matérias que mostram casos de violência, contra mulheres, homossexuais e o que mais me revolta, violência contra crianças.

Não sou advogado, não sou policial, não sou juiz, menos ainda um político, mas vejo esses fatos como absurdos, e que as pessoas que os praticam merecem ser punidos com todo o vigor possível.

Mais uma vez venho dizer em meus textos que “nós” estamos jogando tudo o que construímos fora, a democracia, o respeito e amor aos direitos humanos, tudo o que foi conquistado com muito suor, e porque não, com muito sangue derramado.

Hoje, temos que nos ater mais no “outro” estamos muito egoístas, só pensamos no que pode ou não nos beneficiar, só aceitamos pontos de vista iguais aos nossos. Vivemos em um mundo com muita diversidade, temos que aprender a lidar com isso, não é possível viver em um mundo cheio de intolerância e de pré-conceitos.

Voltando ao que disse antes, os casos de violência contra crianças tem me incomodado muito. As pessoas que deveriam cuidar e dar carinho a elas estão desrespeitando o direito que elas têm. O direito a vida, e a vida saudável.

Outra coisa que me deixa triste, e a intolerância com pessoas de orientação sexual diferente. Pessoas humilham, espancam e até matam outras apenas porque têm uma orientação sexual diferente da que ela esta acostumada.

Crianças, Mulheres, Homossexuais, Negros, Católicos, Judeus... Toda e qualquer raça, religião orientação, todos somos iguais, portanto, merecemos igual respeito, direitos.

Vejam isso como apelo, desabafo, vejam como quiserem. Mas o que realmente quero é mostrar que precisamos fazer alguma coisa, isso é muito serio, e triste, “o homem que odeia o homem” não esta na natureza humana, mas sim na natureza que o homem cria, então temos toda a autonomia para mudar essa triste realidade.

Não gosto de frases apelativas, mas vejo necessário aqui.

CHEGA DE INTOLERANCIA, O HOMEM É MAIS QUE ISSO.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Em novas mãos"



Final de eleição e novo representante é eleito. Com a vitória de Dilma Rousseff temos um novo futuro pela frente, ela ira governar o Brasil por quatro anos.

Acompanhando a campanha dos presidenciáveis vi coisas que me deixaram triste. Poucas propostas, ataques e acusações sem muita razão foi comum na trajetória traçada pelos candidatos.

Com o resultado e vitoria da candidata apoiada pelo atual presidente, todos têm grande expectativa, pois acreditam que ele ira apoiá-la. Não vou dizer que não, mas acredito que o Lula não ira fazer do governo de Dilma melhor que o dele.

Lula não encerrou sua carreira política, ainda tem um longo caminho até de aposentar. Acredito que ele quer ser eleito novamente na próxima eleição. Será ele um homem ingênuo o suficiente para sustentar um governo que posteriormente pode atrapalhar sua candidatura?

Se Dilma for bem em seu mandato ela poderá sim atrapalhar o governo de Lula, caso ela tenha o mesmo nível de aceitação que o presidente atual tem.

Em fim. Acredito que ela seja capaz de rumar o Brasil para o progresso. Sinceramente espero que seja, mas tenho meus motivos para não acreditar que ela será “o novo Lula”.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O fim das eleições e a Presidente Dilma

Por Frederico Rosa,

Fim do período eleitoral e o resultado das urnas revelam o histórico feito dos brasileiros: elegeram sua primeira presidente. Penso que, tanto os atores do circo eleitoral, armado especialmente nesse segundo turno, quanto nós, reles mortais sobreviventes da baixaria eleitoral, teremos um pouco de paz. Longe desse “guerra fria” travada nos últimos meses, como se fosse apagada após a apuração das urnas, os olhos dos brasileiros se enchem de esperança na “companheira Dilma”.

Pois bem. Fato inegável é que a política do então presidente Lula de promover políticas públicas e sociais constituiu um ganho para o Brasil e para os brasileiros. Neste sentido espero que, de fato, o governo da presidente eleita siga o mesmo rumo. No entanto, espero mais ainda que seja um governo de protagonismo e não de sombras. Não sabemos se será realmente o governo de uma mulher vencedora das estruturas patriarcalistas ou se, na verdade, em algum momento, será uma vítima diplomada da mesma. É visível o poder que disseminou-se com tal forma de pensar e ver o mundo, então não nos enganemos: pode ser que o corpo mulher não signifique a vitória da mulher...

Quero ser esperançoso neste momento novo, mas não pretendo ser inocente. O momento da euforia da vitória irá passar e nos caberá a tarefa de não deixar morrer os verdadeiros ideais que moveram nosso intento de voto em certo ou certa candidata...

Se Deus existe, que não nos deixe cair na tentação de tornarmos, também nós, as nossas palavras em discursos, quase eleitorais... extasiados e vazios.

Temos nova presidente: Dilma Rousseff




Por Vlado


Foi uma campanha dura, cheia de acusações, disucssões, ataques e tensões entre dois lados importantes de nossa política: o PT e o PSDB, cada qual com seus aliados. Após a saída da candidata que sozinha se tornou uma força incrível, Marina Silva, as coisas tenderam para o que queria o presidente desde o início, ou seja, uma eleição plesbiscitária.

Após os meses de disputa eleitoral o Brasil elegeu de maneira histórica a primeira mulher para a presidência da república: Dilma Rousseff.

Para mim e para nós conspiradores desse espaço a luta por uma causa é perene, pois ela nunca acaba. Portanto, essa eleição representa um fato e a causa continua a mesma, só que desta vez com uma força pela qual vamos respeitar, torcer, acreditar e criticar dentro daquilo que chamamos de democracia.

Dilma é a vitória das mulheres que ainda sofrem com os valores patriarcais, mas é também a esperança de um governo que consiga diminuir as diferenças sociais desse país. Com a maioria conquistada no congresso cresce a expectativa também por reformas que possam vir a serem discutidas e feitas, já que em campanha pouco se falaram delas. Dentre as reformas podemos destacar a tributária e a política, para melhorar esse sistema que tem deficiências enormes e que é um desejo desse humilde conspirador.


Como sonhador, crítico e conspirador desejo que Dilma seja uma grande presidente e que dê passos de justiça junto a essa pátria que amamos do fundo de nossas almas.


A democracia respira calma mais uma vez, mesmo precisando desobstruir algumas vias...
Saudações presidenta Dilma Rousseff!


domingo, 31 de outubro de 2010

Vence uma mulher...


por Erasmus Morus


Acontece algo que, sem dúvida, entra para a história do Brasil. Uma mulher é eleita presidente do Brasil.

Assistimos a uma campanha de baixo nível. Um jogo de acusações recíprocas e poucas propostas, ideias.

Enfim, em uma sociedade historicamente dominada por homens, uma mulher, a quem é dado o lugar à parte, do sexo frágil é eleita presidente.

Não há muito o que falar, visto que não sou especialista em análises sociais sob o paradigma das relações de gênero. Em meu limite de reflexão só posso analisar a mudança pela qual estamos passando. Depois do presidente operário, uma mulher.

Espero que a eleição de Dilma Roussef seja um lampejo de esperança de uma sociedade mais equitativa, onde valha a máxima de Sêneca: Homo res sacra homini. Membra svmvs magni corporis.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"E VOLTA O CÃO ARREPENDIDO"


Por Jostein Amundsen

Pois é amigo conspirador, o segundo turno das eleições está ai, e nós, mais uma vez teremos que decidir entre dois candidatos à vaga de presidente do nosso país.

Depois que se passaram alguns dias do resultado da primeira parte das eleições desse ano, os candidatos voltaram a trabalhar em suas “campanhas” eleitorais.

Assistindo e analisando os discursos e campanhas dos presidenciáveis, tive oportunidade de ver algumas propostas interessantes, algumas nem tanto, pude ver certo interesse dos candidatos em ajudar nosso país. No entanto esse tipo de atitude veio mudando em certos candidatos.

Vendo as “campanhas” dos candidatos hoje, tenho uma leitura um pouco diferente do que havia percebido anteriormente. Eles deixaram de lado todo o compromisso assumido no inicio da “corrida ao poder”.

Fiz questão de destacar a palavra “campanha” nesse texto para poder ficar mais claro o que quero falar, irei me explicar. Os candidatos estão em uma espécie de briga pessoal, fazendo ofensas e desmoralizando o adversário, estão deixando de lado o que realmente importa para o eleitor.

Vejo muitas pessoas que se deixam levar por essas “picuinhas” criadas para atrapalhar o oponente na hora de conquistar votos, eles estão usando um discurso cada vez mais apelativo, estão usando armas contra a democracia.

Um bom exemplo dessas armas usadas pelos candidatos, e a fé. A igreja católica deixa bem claro que é contra certas coisas, para se beneficiar, os candidatos usando desse artifício contra os eleitores, elencam seus discursos com falas voltadas para o que eles querem ouvir, e os eleitores mesmo sabendo que eles não iram fazer exatamente como falam confiam, porque a “igreja” acha que é certo votar em certa pessoa.

Esta eleição está sendo muito esclarecedora pra mim, sou um cidadão que tenho direito a voto há pouco tempo mas me importo com o futuro de nossa geração. Então procuro me informar, estudar e conhecer os candidatos. Estou vendo que cada vez que eles abrem a boca pra falar sobre alguma coisa, eles estão voltando anos e anos atrás em âmbito de democracia e clareza de proposta. Estamos voltando à época do “voto de cabresto” como eu mesmo já havia citado antes.

Como o nosso objetivo nesse blog e o debate (o que deveria ser feito por “eles” [hehe]) deixarei alguns questionamentos.

Onde vamos parar com todo esse descaso com o cidadão?

Nós estamos sendo honestos conosco mesmos, deixando-nos influenciar pelas idéias dos outros?

Não tendo outras opções de voto, seremos nós capazes de eleger a pessoa mais competente para nos representar?

Vamos mudar o mundo, meus amigos. O poder de escolha é seu.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

“Entre vós não deve ser assim”: uma pensata teológica sobre a intervenção de igrejas nas eleições 2010


Por Erasmus Morus

O Brasil vive um grande momento de sua história: a possibilidade de escolher entre projetos distintos de governo já experimentados. Infelizmente a campanha perdeu seu caráter propositivo e dialógico do primeiro turno e passou a uma troca de acusação entre a situação e a oposição. A situação ainda piora quando igrejas, em nome de Deus, fazem looby para favorecer candidato x ou y.

Como teólogo e conspirador deste blog, não posso deixar de me posicionar acerca da missão da Igreja cristã no que tange à política.

Desde os primórdios o messianismo de Jesus de Nazaré não é bem compreendido por todos aqueles que são seus seguidores. Alguns dos que estavam com ele pediram lugares à sua direita e à sua esquerda. A resposta de Jesus é emblemática: os governos buscam poder mas, entre os discípulos não deve ser assim. Quem quiser ser o primeiro que seja o servidor de todos.

A Igreja, no entanto, após o edito de Milão por Constantino, abandona as catacumbas e se atrela ao poder estatal a ponto de o dito Imperador se considerar “bispo de fora” por ocasião do Concílio de Nicéia. A Igreja vai se adaptando aos rumos históricos da Europa e vai cada vez mais se centralizando e assumindo um poder político de grande expressão. Haja vista as 27 leis ditadas pelo papa Gregório VII, onde afirma que somente os pés do papa podem ser beijados.

Certamente, como afirmam alguns historiadores da Igreja, isto era necessidade da contingência histórica. Fato é que a Igreja se vinculou às cortes e passou a exercer poder político e espriritual.

Com o advento da modernidade e do estado laico as igrejas perdem, de alguma forma, o poder político oficial. Todavia os palácios episcopais e as casas paroquiais continuam a, saudosamente, suspirar pelo poder das cortes.

O Concílio Vaticano II é, sem dúvida o grande marco da Igreja Católica no século XX, pois, ao invés de ser um concílio dogmático como os demais, ele é um concílio pastoral, onde a Igreja volta-se sobre si mesma, em humilde gesto de auto crítica repensa e reformula sua caminhada pastoral.

No Concílio a Igreja passa a se compreender como Povo de Deus que vive em comunhão e sua missão é testemunhar o Evangelho em meio às alegrias e esperanças do homem.

Depois dessa digressão histórica podemos pensar, à luz da Palavra de Deus e do Concílio Vaticano II o que estamos testemunhando: Igrejas exigindo que candidatos assinem compromissos com suas pautas morais, bispos escrevendo cartas dizendo claramente aos fiéis que não votem em determinado partido. A igreja, em seu aspecto humano é inegavelmente uma coorporação política, visto que o homem é animal político e é este homem que compõe a Igreja como seu membro.

Sendo a missão da Igreja evangelizar e sendo ela a-partidária, já que ékklesia, re-união de pessoas, ela está falhando ao obrigar candidatos a assinar suas pautas morais.

Não estamos aqui discutindo a pauta moral das Igrejas, mas a maneira com que ela a propõe. Vivemos um saudosismo das cortes quando deveríamos revisitar nossas origens, as catacumbas, e anunciar o Evangelho da vida e não o impor.

Será o que faria Jesus? Faria campanha a favor de um partido ou promoveria a unidade dos filhos de Deus, acolhendo a todos os partidos e propondo um caminho que visa fazer uma nova consciência? A César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Protestos na esfera pública


Por Vlado


Caros conspiradores, é muito bom compartilhar deste espaço com vocês e debater nossas ideias. Gostaria de parabenizar os recentes dizeres acerca do movimento eleitoral por parte de Erasmus, Frederico e Jostein. Lamento muito a ausência de Mírian, mas sei que em breve ela voltará com todo seu brilho, pois é uma sonhadora verdadeira e está sempre a serviço da construção daquilo que acreditamos ser um mundo melhor.

Hoje gostaria de continuar falando de política, afinal, ela tem uma importância significativa em nossas vidas. Para isso, quero falar da esfera pública, que é onde podemos, enquanto cidadãos de uma democracia, manifestar nossas opiniões e fazer valer a soberania popular.

Algumas discussões surgiram acerca do fato de resultados bizarros das eleições. Tudo isto de maneira muito pertinente. A esfera pública, nosso espaço de ação, foi palco de decisões soberanas, mas altamente criticadas por grupos sociais. O palhaço eleito, sendo o mais votado entre os deputados federais, foi alvo de críticas. Ele ilustra o descontentamento de grandes intelectuais e cientistas políticos com os rumos de nossa democracia.

Porém, creio que apesar de ser um tanto insana a decisão de eleger um candidato que abertamente se propõe a não fazer nada, essa decisão tem um lado positivo. O povo votou sabendo que não haveria retorno, e, embora isto manifeste uma despoilitização, mostra que muitos se cansaram de enganação.

Nos esquecemos que também tivemos o Garotinho como um dos mais votados, o Paulo Maluf também, que, por enquanto, estão barrados pela lei "Ficha-Limpa". Estes são os políticos profissionais, mas poucos se preocupam com a votação dada a eles. E tem outros.

O palhaço acaba sendo mais um de um grupo de resultados duvidosos. Mas a soberania popular quis, ela que decida. Dos três candidatos citados só a lei dirá se assumem de fato. Dois pela lei já citada da "Ficha-Limpa"e o outro precisará provar que é alfabetizado.

Contradições de um país complexo.

Eu, Vlado, quero acreditar que possa ser possível construir um mundo melhor usando a esfera pública de maneira mais ativa. Precisamos repensar muita coisa, mas existe uma luz no fim do túnel. O povo mudou. Muitos já sabem ser críticos, outros já votam com melhor consciência, já outros protestam de maneira perigosa, mas não ingoremos os protestos, eles são essenciais.

Pior do que está, fica sim. Mas pode também ficar melhor, basta continuarmos cobrando, protestando, duvidando, acreditando...


Que venha este segundo turno. Quem será nosso próximo presidente?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Oráculos


Por Erasmus Morus

Os oráculos, na antiguidade, eram procurados pelos homens por darem respostas, orientações em uma situação onde impera a dúvida.

O mais famoso para os Ocidentais talvez seja o oráculo de Delphos, donde encontramos a famosa inscrição celebrizada pelo Sócrates platônico: conhece-te a ti mesmo.

A grande resposta para as perguntas humanas eram encontradas neles mesmos.

A busca humana não finda com o tempo. Somos seres “buscantes”, peregrinos em busca da verdade.

Não abandonamos, tampouco, os oráculos. O mais famoso deles hoje é o Google. Um simples click na palavra buscar e uma imensidão de respostas prontas se nos apresentam. Coisas boas, coisas ruins indistintamente apresentadas, esperando o discernimento do sujeito. Aí reside nossa grandeza e nossa pequenez: somos capazes de de-cidir. Somos também a-críticos para discernir.

Vendo hoje um grupo de pessoas agitando bandeiras de partidos de ideologias diametralmente opostas e que, no entanto, estão coligados, pensava eu com os meus botões e com quem-me-acompanha-o-existir: quem, será, de fato, que vencerá as eleições? O melhor candidato? A melhor proposta? A melhor propaganda?

Estamos diante de uma encruzilhada. A eleição do deputado-palhaço é uma ilustração bastante interessante do nosso tempo: “pior do que tá não fica!” É momento de de-cidir por modelos diferentes de governar.

A qual oráculo consultaremos nesta eleição? Ao que nos dá respostas prontas ou ao que nos ordena: conhece-te a ti mesmo? Cada povo tem o governo que elege, ou é levado a eleger.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eleições: nonada

Por: Frederico Rosa

Bairrismo. Resumo assim o pseudo esforço político dos brasileiros de modo geral.
Quanto aos candidatos, imagino se há, de fato, o intuito construtivo da democracia. Na verdade o sentido etimológico grego parece ter ido há muito! Promoção pessoal, ataques e.....bairrismo. Direcionamentos e mais direcionamentos... fala-se muito nessa época.
Parece que fazem de nossos pobres caixas de votos. Como é a pobreza que vence a eleição, acho que é por isso que não há muito empenho para erradica-la.
Quanto aos brasileiros, repetidores deste atos supracitados, apegam-se às promessas, às pessoas, às imagens construídas.
Então católicos carismáticos e protestantes não votam na Dilma porque ela é "a favor do aborto". A Igreja inclusive lançou carta com pedido de negação de voto a candidata.
Os pobres não votam no Serra, pois ele é "tucano". Inclusive há campanhas com este conteúdo.
Ora, que Brasil é esse que queremos? Afinal, o que estamos escolhendo, os governantes do país ou os governantes de certos grupos. Será que a grande utopia não seria o pensamento do TODO?
Acredito que seja, mais do que nunca, necessário vislumbrar as totalidades. Avaliar se um candidato possui projetos que abranjam a universalidade do país, claro que elencando prioridades.
É importante ressaltar que ideologias até vencem eleições, mas não sei ao certo se são capazes de construir um governo justo e forte.
Para além da baixaria narcisista que nos salta aos olhos (ou aos ouvidos) todos os dias, manifesto a minha descrença na hipocrisia de uma política partidária, perdida nos olhares fanáticos idealistas e banalizada nas ideologias, onde o que há é um círculo vicioso de disputa pelo poder, um pêndulo onde os topos são alcançados pela arte retórica!
Como o bom-senso caiu em desuso na 'Pátria amada' (amada até certo ponto), vamos aguardar as eleições.
Mas, como diria Guimarães: "O sertão é assim. Deus mesmo, quando vier, que venha armado"

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Rápidas relfexões

Por Vlado

A eleição terminou. O circo ainda não. Falta o segundo turno. Teve palhaço, fantoche, atores, atrizes, máscaras. Tudo previsível.
Existe motivos para esperança? Sempre tem que haver.


Aproveito a dar as boas vinda a Frederico Rosa, ao qual desejo muito êxito junto a nós...

Curto, simples e objetivo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Boas Vindas a Frederico Rosa



Por Erasmus Morus
Queremos acolher mais um conspirador por outro mundo possível. Na postagem abaixo ele mesmo se apresenta.

Prolegômeno, tudo e nada.



Por Frederico Rosa

Nome e sobrenome. Intróito necessário à identificação prévia de seres desconhecidos, que, por hora, se tornam claros nas manchas físicas ou virtuais de suas escritas, reflexos daquilo pensam e daquilo que são. Na verdade a pretenção aqui não é a conversão de quem lê. Na verdade, à semelhança do velho Nietzsche, “não quero seguidores”. Antes, pelo contrário, sejam críticos de toda crítica, inclusive destas e das suas próprias, as quais não resumem, se quer, um termo do dito sobre a vastidão do mundo e das pessoas que nos cercam. De cada coisa, pode ser que uma palavra não diga nada. Verdades? Talvez seja bom não crer nelas, para não encerrar o que jamais pode ser encerrado ou talvez seja interessante apostar em algumas, dado norte que necessitamos para sustentar a tentativa da vida,juguem como quiserem. Aqui elenco minhas questões e pretendo revisitá-las a cada instante e a cada palavra… o devir me encanta e nada está pronto.

Não dizendo muito, acabei dizendo bastante. Frederico, mensão em vernácula de um incômodo pensador. Aí a indicação real de uma das pretensões deste que escreve. Que seja incomodado o que está estático, para que não prive o movimento do tempo, da história, das pessoas, de cada coisa, impondo suas intrinsecas e pretensas verdades carregas da inércia. Como dizia ele (Nietzsche) vamos às marteladas.

Rosa. Nem a cor e nem a flor. Ao mestre do sertão da geografia e de “dentro da gente” (como ele mesmo dizia), que explorou o com “sabedência” a experiência humana, com sensibilidade. Guimarães que demonstrou a complexidade da simplicidade, que de tão abafada se tornou quase desconhecida e, por isso também, praticamente initeligível. Talvez por isso suas obras sejam um verdadeiro exercício intectual e de leitura.

Frederico Rosa resume, enfim, aquilo que são, para mim, alguns amores. Explicita um gosto, revela um pouco do véu de leitura que tenho do mundo.

Na verdade, incômodo e profundidade, perspicásia e sátira, razão e coração, vida. Resumem o desejo motivador destas e das futaras letras que aqui se cravam.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Perfeição


Esta é uma composição que não pode faltar em tempos de política no Brasil... Vale a pena pensar...
É do meu ídolo, o Trovador Solitário:

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...

Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...

Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...

Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...

Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...

Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...

Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!..

terça-feira, 21 de setembro de 2010



Por Erasmus Morus

Escrever o presente artigo comporta um duplo desafio: o primeiro é escrever neste periódico em sua reestréia e, o segundo, dirigir um breve olhar sobre o nosso país em época de disputa eleitoral.

Pois bem. Aos desafios. Em um olhar superficial sobre a realidade de nosso país são inegáveis os progressos que alcançamos. Os dados apontam que mais pessoas tiveram acesso a bens de consumo, mais acesso à internet, telefonia móvel, mais lugares com acesso por via asfáltica. O país conseguiu enfrentar a crise mundial, fortalecendo-se a economia, com projeção de crescimento econômico de mais ou menos 6,5 % para o ano de 2010.

Este desenvolvimento porém não é uniforme. A riqueza continua concentrada nas mãos de poucos e em uma área bastante restrita do país, as regiões sul e sudeste. Em bastantes regiões do Brasil encontramos ainda a perpetuação de problemas comuns do tempo do Brasil Colônia, como analfabetismo, mortalidade infantil, falta de saneamento básico, desemprego.

Certamente programas de distribuição de renda implementados pelos governos estaduais e federal são interessantes, mas não resolvem o problema, pois não garantem independência financeira aos assistidos, consequentemente não se constituindo em protagonistas do processo.

Diante desta realidade, o mínimo que devemos fazer é questionar: Que país é este? E mais: que país nós construímos?

P.S. Este texto não foi escrito propriamente para este blog, mas resolvi compartilhar aqui também. E.M.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

E o show não para

Por Jostein Amundsen.



A campanha eleitoral está virando um verdadeiro campo de batalhas, com tantas acusações e ataques verbais entre candidatos adversários.
Nossos possíveis presidentes, representantes no senado e dos governos estaduais estão fazendo uma campanha de ataques e desmoralização do adversário, estão esquecendo do que realmente importa; “o eleitor, o país”. Deixaram um pouco de lado a apresentação de propostas, para tentar atrapalhar o outro candidato, fazendo acusações imorais e antiéticas.
Essa atitude é um desrespeito com nós eleitores e uma enorme incoerência com a própria candidatura, pessoas que se preocupam em prejudicar os outros não merecem e não podem estar à frente de um país como o Brasil.
Vejo nessas eleições um verdadeiro picadeiro como cita Vlado, os candidatos querendo fazer um show. Estão se esquecendo do significado da palavra política.
Nós que somos sonhadores e sempre queremos ver nosso país cada vez melhor não podemos nos conformar com candidatos fracos e que não se importam realmente com o país, candidatos que a meu ver querem ser eleitos apenas para se autoafirmar, “ou para ter um melhor salário” se é que isso é possível.
Vamos rever nossos conceitos e ver quem realmente merece nosso voto. Candidatos mais discretos e que tem o pé no chão, que não se preocupam em atrapalhar os concorrentes, candidatos que mesmo com números modestos em campanhas não deixam seus princípios para se eleger a qualquer custo; esses sim merecem nossa confiança.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

E o show começou!


Por Vlado

Muitos artistas!
Muitos personagens!
Muitos palhaços!
Muita alegria!
Tudo lindo...
Tudo maravilhoso...
Um mundo mágico...
Tudo já é ótimo...
E vai melhorar!
Sonhos...
Promessas...
Grandes heróis...
Muitas máscaras...
Um belíssimo teatro!
Vasta trilha sonora!
Um carnaval.
Um show.
Uma festa.
Um final previsível...
As eleições começaram...
O show não mudou...
Nem o repertório.
Há muita mentira.
Há poucas perspectivas.
É preciso não aplaudir esse show.

Sem mais, voltemos ao mundo real.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Educação para os direitos humanos: Entre o conteúdo e a prática


Por Erasmus Morus
Um objetivo fundamental da educação é o desenvolvimento do ser humano em suas capacidades biológicas, psicológicas e culturais, de modo a promover uma integração entre os vários sujeitos, de modo que a vida na casa comum, a vida política, seja possível. Educação, então, está para além do ensino, que é a transmissão de conhecimentos, de conteúdos, um treinamento para pensar ou executar ações de certa maneira.
Os espaços de educação são também espaços de socialização. É nesses espaços que o ser humano passa toda a sua existência, entendendo aqui que o lócus da educação não é somente a escola, mas também a família, grupos religiosos, sociais. Nesse espaço sócio-educativo é que o humano se percebe sujeito de direitos e deveres pelos quais se dispõe a lutar ou cumprir. Nesse espaço em que se constrói é que o humano muitas vezes experimenta a violação de direitos que lhe são fundamentais, haja vista a atual preocupação dos educadores e das instituições de ensino com o chamado bullyng.
Um problema que se enfrenta é que as instituições de ensino, adotando uma lógica mercantil de produzir resultados tem tido uma visão reducionista da educação somente como ensino, se preocupa somente com a transmissão formal de conteúdos, negligenciando, assim com o aspecto fundamental da educação que é fazer desenvolver todo ser humano e o ser humano todo de modo a fazê-lo interagir e reconhecer o outro.
Isto provoca uma educação falha, onde, no caso das instituições de ensino, os estudantes dominam com maestria grandes teorias e conhecimentos, até mesmo éticos, mas são incapazes de assumi-los como valores a serem vividos para a construção de um outro mundo possível.
Percebe-se, com isso a necessidade de uma educação voltada não somente para resultados que se obtém mediante o conhecimento, mas voltada para a promoção do humano como ser situado, sujeito de direitos fundamentais e de deveres.
Tal educação não se dá somente na transmissão de conhecimentos, mas exige dos educadores e das instituições de ensino que engendrem um processo capaz de promover uma prática consciente por parte dos estudantes, de modo a auxiliá-los no encontro com quem tem seus direitos fundamentais ameaçados. Assim sendo, tendo como base os conteúdos conjugados com a prática e com a observação do fenômeno do humano ameaçado em seus direitos fundamentais, educa-se para a sensibilidade e para o comprometimento com a causa.
Uma educação mais militante, que conjugue teorias e práticas, preocupada não só com o mercado e com os resultados que este exige, mas preocupada com a promoção do ser humano é urgente quando se pensa em direitos humanos. Basta pensar que os futuros líderes, em maior ou menor escala, estão nos bancos das escolas e das universidades. O projeto do mundo de amanhã começa a ser implementado hoje. Mais que clichê é uma realidade desafiadora: educação para os direitos humanos, se se quer um mundo onde eles sejam menos desrespeitados, passa pela conjugação de teoria e prática na educação para os direitos humanos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Harmonia: uma utopia?


Por Jostein Amundsen

Caro Erasmus, todos temos o sonho de um dia ver nosso país em perfeita harmonia, de vê-lo chegar à perfeita organização político-social. Esse não é um sonho muito difícil de ser realizado, basta que todos tomemos consciência dos nossos direitos e deveres de cidadãos.
Um bom exemplo do que estou falando é quando vemos uma coisa errada e não fazemos nada, não denunciamos nem impedimos tal ato.
Desconhecemos nossos direitos e deveres, quando vamos cobrar dos nossos administradores não sabemos nem por onde começar, pois não sabemos a realidade de nossa comunidade. O desinteresse e descaso da população com as realidades da comunidade é o que me preocupa, participando ativamente da política de onde moro sei do que estou falando. “Ninguém” se interessa em ir à câmara municipal ou até mesmo perguntar sobre os projetos de nossa cidade. Depois chegam e falam que nossos políticos são ruins.
O grande problema que nós estamos enfrentando é o “voto de cabresto”. Todos acham que ele acabou no Brasil há muito tempo, mas não percebemos que votamos muitas vezes em pessoas apenas por amizade ou algum parentesco. Nosso dever é conhecer o trabalho das pessoas para só então cobrar e até mesmo tentar reeleger essa pessoa.
É um sonho tão comum, mas tão opaco, que nós desacreditamos e o deixamos de lado. Devemos sempre acreditar em nós e na nossa capacidade de escolha para fazer o bem.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

É possível?


Por Vlado

Estou nesse blog para mostrar esperança. Otimismo e positivismo podem se encaixar...
Por isso é bom que reflitamos sobre nosso papel enquanto eleitores, papel que cumprimos com descrença em muitos casos.
É difícil crer na democracia quando a corrupção domina o cenário político. Mas por que devemos aacreditar?
Primeiro é importante perceber que política é um instrumento de todo cidadão e não somente daqueles que a utilizam na busca de cargos ou os ocupam. Política é mais: é o conjunto que regula nossa sociedade, a constituição dos papéis sociais, o mecanismo que garante a ordem num contrato social.
Não vivemos sem política e por isso temos que estar atentos a ela. Respiramos política naturalmente, mas não queremos sentir seu cheiro. É preciso inalar, sentir o cheiro e atuar para melhorar a atmosfera.
Vamos saber votar com consciência, saber analisar os candidatos. Não deixemos de assistir programas eleitorais, ver debates. Não votemos no óbvio, mas naquilo que o nosso coração e nossa análise querem.
Sejamos políticos no dia a dia cumprindo nosso dever e lutando por nossos direitos. Como lutar pelos direitos? Um exemplo recente disso é a Lei "Ficha Limpa" que foi uma conquista popular, uma prova de que é possível fazer política com força, clareza e cidadania.
A democracia não pode morrer e deve evoluir. Vamos sempre discutir, reclamar, protestar, estar atentos ao nosso mundo.
É possível?
Com união será sempre possível, basta acreditar e lutar...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

E aí vem as eleições...


Por Erasmus Morus

Finda a Copa do Mundo... Tristeza! A Seleção de jogadores brasileiros ficou pelo caminho. Era interessante ver as cidades correndo para o grande evento... tudo pára em função dos jogos...
Todos nós nos esquecemos dos problemas, das alegrias. Só o jogo ocupa nosso tempo, nossas conversas, nossas perspectivas.
A copa acabou... Parece que a vida começa a voltar ao normal depois do triunfo espanhol. Podemos, depois do grande recesso de nosso blog voltar a mirar a utopia.
Vem aí mais eleições. Conchavos político-partidários articulados, cabe agora ao povo escolher representantes entre os conchavos dos quais não participou ou escolheu. Limites da democracia!
Pois bem... É tempo de examinar propostas, analisar conchavos, acompanhar discursos e tentar escolher dentro daquilo que não escolhemos.
Fica agora a pergunta: Será se elegeremos os melhores candidatos? Cada povo da democracia representativa não tem o governo que merece, mas o governo que elege. É bom pensar.
Viva a utopia!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Parceria



UMA PARCERIA INTELIGENTE

ACESSEM:

hiperatividadecerebral.blogspot.com

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A herança


Por Mírian de Magdala

Em meio a uma sociedade egocêntrica e acomodada, surgem críticos de corações inquietos, alimentados pelo sonho de uma sociedade mais justa.
Enquanto a maioria senta no sofá cega pelas novelas irreais, sonhando uma realidade inventada, acreditando que o mundo não tem mais concerto, outros se preocupam com a situação social das pessoas: Simplesmente humano!
Não se prendem nos limites do não poder, mas buscam soluções para as impossibilidades, saem dos lugares de origem, experimentam outra realidade. Assim são os guerreiros de nosso tempo, como todo bom guerreiro, acabam morrendo na luta em defesa do sonho da vitória.
Assim o mundo perdeu uma guerreira: Zilda Arns. Mulher que sonhou e realizou. Não teve medo, confiou no Criador e seguiu sua maior lei, a lei do amor.
Amou a Deus e ao próximo, teve compaixão pelos pobres e desnutridos, educou famílias e formou lideres. Transformou o espaço por onde passou.
A vida de Zilda continua em cada líder da pastoral da criança e do idoso, vive em cada família alcançada, em cada coração que leva a diferença.
A vida se resume no que somos e acreditamos! As melhores heranças são as boas obras que ultrapassam o limite do tempo.
“(...) Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.” (Zilda Arns)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Zilda Arns: a glória que o Nobel não trouxe


Por Vlado
Talvez muitos não conheceram antes de sua morte, quem foi Zilda Arns. Mas certamente conheceram ou ouviram falar da Pastoral da Criança. E Pastoral da Criança é sinônimo de Zilda Arns, sua vitoriosa fundadora e ativista.
Grandes pessoas só são grandes se abraçam grandes causas. E com certeza lutar pela vida é a maior causa que uma pessoa possa assumir. Vir hoje falar de Zilda não é uma idolatria
Fanática e sim relembrar a grandeza de uma pessoa que tem um exemplo magnífico impregnado no seu legado e que deve ser utilizado pelo mundo, como exemplos da verdadeira Paz.
Conspirando a favor do bem percebemos, hoje, mais do que nunca, que prêmios são importantes, mas não demonstram verdadeiramente a grandeza de um ato ou de uma pessoa. Zilda, que merecia todos os prêmios possíveis por seus trabalhos, recebeu inúmeros deles, e foi indicada para o Nobel da Paz. Não Ganhou. Tudo bem existem mais pessoas merecedoras desse prêmio.
Porém, o que mais prova que troféus, títulos e medalhas são vazios de verdadeiro valor, é ter recentemente um líder de uma nação em guerra recebendo o Nobel da Paz, que Zilda não ganhou e muitos outros tão heróis quanto também sequer foram lembrados.
Diante da hipocrisia política e da destruição de valores, percebemos que prêmios são irrelevantes, porque jamais podem realmente conter a grandeza de pessoas que deram exemplo máximo de amor ao próximo. E sem dúvidas um Nobel, ou qualquer outro prêmio que seja, é muito, muito pouco para expressar a grandeza transcedente de Sonhos verdadeiros...
Que o exemplo da sonhadora Zilda Arns seja acatado por nós, ela se foi, mas seu trabalho, sua obra e seu exemplo continuam. Isso é o exemplo máximo de que a Utopia não pode morrer!
Viva a Utopia!

O legado de Zilda: o Nobel negado

Por Erasmus Morus
É Zilda! Ter utopia não é fácil! Ela desinstala, tira do lugar para o não lugar. Faz com que, aos setenta e cinco anos esteja fora da pátria levando utopia a quem pouco ou nada tem. É aí, buscando sua utopia que o derradeiro encontro se dá.
Não a conheci de maneira direta. Mas conheço centenas de frutos seus. Se se conhece a arvore pelo fruto, esta é, sem dúvida, de linhagem nobre. Seu irmão, o bom frei Paulo, ajudou a muitos em tempos de liberdade cerceada, construiu uma igreja Povo de Deus. Você, tendo seduzido a tantos com sua utopia, salvou vidas que nem mesmo você sabe quantas. É! Não há maior amor que dar a vida pelo irmão! Talvez o que é discurso de semana santa em muitas igrejas seja a síntese de sua vida imortalizada em tantas vidas resgatadas da morte.
Querem agora dar a você o prêmio Nobel. Interessante isso, sobretudo no ano de 2009. Quem o ganhou foi alguém que sustenta duas guerras. Daí a dúvida: o messias estadunidense ganhou o Nobel da Paz ou o da guerra? Isso não importa. Vanitas vanitatis!
Interessante que seu legado é um Nobel negado. Talvez assim seja melhor. Seu trabalho continua silencioso, sem alardes, semeando uma paz para além da ausência de guerras.
Sinceramente, espero que você, Zilda, não descanse em paz. Espero que sua vida, imortalizada em sua obra, continue a ensinar a todos o quanto é bom viver de esperança.
Viva a UTOPIA! Viva a PAZ! Shalom alechen!