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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Salvem o faraó!


O país das pirâmides está em crise. Forças populares gritam impulsionadas pelo ar da verdadeira democracia que está engasgado há tempos em suas gargantas. Quem se revolta hoje não é Moisés e os hebreus contra o Faraó, mas é o verdadeiro povo egípcio contra o regime ditatorial de quase trinta anos que impera em seu país. Estão cansados.

A questão política é séria. Não me atreveria a analisar profundamente uma realidade que conheço apenas superficialmente. O que dá para afirmar é que nenhum regime anti-democrático pode ser defendido e um presidente que se acomoda por quase trinta anos no comando de seu país mostra claramente que tipo de "democracia" ele defende. Apoiado em suas jogatinas políticas Hosni Mubarak conquistou confiança da comunidade internacional sendo um fiel escudeiro dos americanos e do ocidente, além de apoiar acordos de paz com Israel ao contrário da maioria dos países árabes. Seria mesmo um desejo de boa política ou uma jogada extremamente conveniente?

Foi muito conveniente, é claro. Os EUA estavam lá prontos a dar abrigo e apoio a ditatura egípcia, justo eles que se dizem os pais da democracia. Porém, Mubarak se esqueceu da primeira lei da política suja e de troca de favores: nunca confie demais em seu aliado. Permito-me acrescentar: especialmente quando este for os EUA.

O povo gritou, foi às ruas, mostrou insatisfação e a mídia internacional concentrou seus olhos sobre o Egito. Tudo isso bastou para que Barack Obama abandonasse o aliado antigo do Ocidente e pedisse uma transição "democrática". Por essa Hosni Mubarak não esperava. Ele teve que ceder e declarou não tentar mais a reeleição, porém se recusou a renunciar imediatamente.

Jogo sujo. O Egito sofre nas mãos da ditadura, os EUA mais uma vez mostram a sujeira de suas alianças que abrigam tiranos desde que esses o apoiem. Agora tudo parece mudar e o povo mostrou poder de voz.

Não sabemos até onde isso terá efeito, mas a esperança é grande. Parabéns ao povo egípcio pela atitude brava de cidadania. Esperemos que a violência não aconteça nesses protestos como já aconteceu em alguns momentos.

Que Mubarak, um pseudo faraó moderno, entenda que chegou a hora de descer do topo da pirâmide, afinal ela começou a ruir.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A história se repete


São centenas de mortos, milhares de desabrigados, dezenas de autoridades atônitas e irresponsáveis e milhões de assustados. A tragédia que se abate sobre o país nesse mês de janeiro não dá para ser expressa em números. Agora não adianta contabilizar cadáveres, desaperecidos e desabrigados. É preciso ir além mesmo nessa dor terrível.

A história é a mesma de todos os verões. Santa Catarina sofreu há pouco tempo, o próprio Rio de Janeiro ano passado foi atingido, São Paulo é palco constante, sul de Minas por esses dias e Porto Alegre também. Vamos chorar, lamentar, reclamar, nos entupir de sensacionalismo, mas ano que vem tudo irá acontecer de novo. Pode ser pior ou menos grave, mas vai acontecer.

Os motivos são inúmeros e complexos. Descaso absoluto do poder público, nossa ferocidade na relação com a natureza, que está dando sinais de debilidade, a ocupação irregular de áreas de risco, fruto de uma desigualdade horrenda e dolorosa.

Culpados temos muitos. O que não se pode fazer é vestir-se de hipocrisia e culpar os vitimados. Eles não têm culpa nenhuma. Ninguém mora em encosta de morro porque quer, ninguém escolhe morrer ou estar a beira da desgraça. Ninguém impede que essas pessoas morem ali porque não há onde colocá-las. Os pobres não têm voz e nem vez.

Esse problema trágico só acabará quando houver uma política realmente humana que não se atenha a financiamentos-fantasia que só beneficiam uma pequena parcela da população. É preciso plano de habitação, investimento, coerência e senso de realidade. Afinal, como já disse, janeiro de 2012 a história irá se repetir.

O tempo dá seus sinais, cabe a nós entendê-los. Que Deus esteja com quem realmente sofreu com esse problema e perdoe a humanidade que produz tanta desigualdade.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Temos nova presidente: Dilma Rousseff




Por Vlado


Foi uma campanha dura, cheia de acusações, disucssões, ataques e tensões entre dois lados importantes de nossa política: o PT e o PSDB, cada qual com seus aliados. Após a saída da candidata que sozinha se tornou uma força incrível, Marina Silva, as coisas tenderam para o que queria o presidente desde o início, ou seja, uma eleição plesbiscitária.

Após os meses de disputa eleitoral o Brasil elegeu de maneira histórica a primeira mulher para a presidência da república: Dilma Rousseff.

Para mim e para nós conspiradores desse espaço a luta por uma causa é perene, pois ela nunca acaba. Portanto, essa eleição representa um fato e a causa continua a mesma, só que desta vez com uma força pela qual vamos respeitar, torcer, acreditar e criticar dentro daquilo que chamamos de democracia.

Dilma é a vitória das mulheres que ainda sofrem com os valores patriarcais, mas é também a esperança de um governo que consiga diminuir as diferenças sociais desse país. Com a maioria conquistada no congresso cresce a expectativa também por reformas que possam vir a serem discutidas e feitas, já que em campanha pouco se falaram delas. Dentre as reformas podemos destacar a tributária e a política, para melhorar esse sistema que tem deficiências enormes e que é um desejo desse humilde conspirador.


Como sonhador, crítico e conspirador desejo que Dilma seja uma grande presidente e que dê passos de justiça junto a essa pátria que amamos do fundo de nossas almas.


A democracia respira calma mais uma vez, mesmo precisando desobstruir algumas vias...
Saudações presidenta Dilma Rousseff!


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Protestos na esfera pública


Por Vlado


Caros conspiradores, é muito bom compartilhar deste espaço com vocês e debater nossas ideias. Gostaria de parabenizar os recentes dizeres acerca do movimento eleitoral por parte de Erasmus, Frederico e Jostein. Lamento muito a ausência de Mírian, mas sei que em breve ela voltará com todo seu brilho, pois é uma sonhadora verdadeira e está sempre a serviço da construção daquilo que acreditamos ser um mundo melhor.

Hoje gostaria de continuar falando de política, afinal, ela tem uma importância significativa em nossas vidas. Para isso, quero falar da esfera pública, que é onde podemos, enquanto cidadãos de uma democracia, manifestar nossas opiniões e fazer valer a soberania popular.

Algumas discussões surgiram acerca do fato de resultados bizarros das eleições. Tudo isto de maneira muito pertinente. A esfera pública, nosso espaço de ação, foi palco de decisões soberanas, mas altamente criticadas por grupos sociais. O palhaço eleito, sendo o mais votado entre os deputados federais, foi alvo de críticas. Ele ilustra o descontentamento de grandes intelectuais e cientistas políticos com os rumos de nossa democracia.

Porém, creio que apesar de ser um tanto insana a decisão de eleger um candidato que abertamente se propõe a não fazer nada, essa decisão tem um lado positivo. O povo votou sabendo que não haveria retorno, e, embora isto manifeste uma despoilitização, mostra que muitos se cansaram de enganação.

Nos esquecemos que também tivemos o Garotinho como um dos mais votados, o Paulo Maluf também, que, por enquanto, estão barrados pela lei "Ficha-Limpa". Estes são os políticos profissionais, mas poucos se preocupam com a votação dada a eles. E tem outros.

O palhaço acaba sendo mais um de um grupo de resultados duvidosos. Mas a soberania popular quis, ela que decida. Dos três candidatos citados só a lei dirá se assumem de fato. Dois pela lei já citada da "Ficha-Limpa"e o outro precisará provar que é alfabetizado.

Contradições de um país complexo.

Eu, Vlado, quero acreditar que possa ser possível construir um mundo melhor usando a esfera pública de maneira mais ativa. Precisamos repensar muita coisa, mas existe uma luz no fim do túnel. O povo mudou. Muitos já sabem ser críticos, outros já votam com melhor consciência, já outros protestam de maneira perigosa, mas não ingoremos os protestos, eles são essenciais.

Pior do que está, fica sim. Mas pode também ficar melhor, basta continuarmos cobrando, protestando, duvidando, acreditando...


Que venha este segundo turno. Quem será nosso próximo presidente?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Rápidas relfexões

Por Vlado

A eleição terminou. O circo ainda não. Falta o segundo turno. Teve palhaço, fantoche, atores, atrizes, máscaras. Tudo previsível.
Existe motivos para esperança? Sempre tem que haver.


Aproveito a dar as boas vinda a Frederico Rosa, ao qual desejo muito êxito junto a nós...

Curto, simples e objetivo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

E o show começou!


Por Vlado

Muitos artistas!
Muitos personagens!
Muitos palhaços!
Muita alegria!
Tudo lindo...
Tudo maravilhoso...
Um mundo mágico...
Tudo já é ótimo...
E vai melhorar!
Sonhos...
Promessas...
Grandes heróis...
Muitas máscaras...
Um belíssimo teatro!
Vasta trilha sonora!
Um carnaval.
Um show.
Uma festa.
Um final previsível...
As eleições começaram...
O show não mudou...
Nem o repertório.
Há muita mentira.
Há poucas perspectivas.
É preciso não aplaudir esse show.

Sem mais, voltemos ao mundo real.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

É possível?


Por Vlado

Estou nesse blog para mostrar esperança. Otimismo e positivismo podem se encaixar...
Por isso é bom que reflitamos sobre nosso papel enquanto eleitores, papel que cumprimos com descrença em muitos casos.
É difícil crer na democracia quando a corrupção domina o cenário político. Mas por que devemos aacreditar?
Primeiro é importante perceber que política é um instrumento de todo cidadão e não somente daqueles que a utilizam na busca de cargos ou os ocupam. Política é mais: é o conjunto que regula nossa sociedade, a constituição dos papéis sociais, o mecanismo que garante a ordem num contrato social.
Não vivemos sem política e por isso temos que estar atentos a ela. Respiramos política naturalmente, mas não queremos sentir seu cheiro. É preciso inalar, sentir o cheiro e atuar para melhorar a atmosfera.
Vamos saber votar com consciência, saber analisar os candidatos. Não deixemos de assistir programas eleitorais, ver debates. Não votemos no óbvio, mas naquilo que o nosso coração e nossa análise querem.
Sejamos políticos no dia a dia cumprindo nosso dever e lutando por nossos direitos. Como lutar pelos direitos? Um exemplo recente disso é a Lei "Ficha Limpa" que foi uma conquista popular, uma prova de que é possível fazer política com força, clareza e cidadania.
A democracia não pode morrer e deve evoluir. Vamos sempre discutir, reclamar, protestar, estar atentos ao nosso mundo.
É possível?
Com união será sempre possível, basta acreditar e lutar...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Zilda Arns: a glória que o Nobel não trouxe


Por Vlado
Talvez muitos não conheceram antes de sua morte, quem foi Zilda Arns. Mas certamente conheceram ou ouviram falar da Pastoral da Criança. E Pastoral da Criança é sinônimo de Zilda Arns, sua vitoriosa fundadora e ativista.
Grandes pessoas só são grandes se abraçam grandes causas. E com certeza lutar pela vida é a maior causa que uma pessoa possa assumir. Vir hoje falar de Zilda não é uma idolatria
Fanática e sim relembrar a grandeza de uma pessoa que tem um exemplo magnífico impregnado no seu legado e que deve ser utilizado pelo mundo, como exemplos da verdadeira Paz.
Conspirando a favor do bem percebemos, hoje, mais do que nunca, que prêmios são importantes, mas não demonstram verdadeiramente a grandeza de um ato ou de uma pessoa. Zilda, que merecia todos os prêmios possíveis por seus trabalhos, recebeu inúmeros deles, e foi indicada para o Nobel da Paz. Não Ganhou. Tudo bem existem mais pessoas merecedoras desse prêmio.
Porém, o que mais prova que troféus, títulos e medalhas são vazios de verdadeiro valor, é ter recentemente um líder de uma nação em guerra recebendo o Nobel da Paz, que Zilda não ganhou e muitos outros tão heróis quanto também sequer foram lembrados.
Diante da hipocrisia política e da destruição de valores, percebemos que prêmios são irrelevantes, porque jamais podem realmente conter a grandeza de pessoas que deram exemplo máximo de amor ao próximo. E sem dúvidas um Nobel, ou qualquer outro prêmio que seja, é muito, muito pouco para expressar a grandeza transcedente de Sonhos verdadeiros...
Que o exemplo da sonhadora Zilda Arns seja acatado por nós, ela se foi, mas seu trabalho, sua obra e seu exemplo continuam. Isso é o exemplo máximo de que a Utopia não pode morrer!
Viva a Utopia!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

VIVA A UTOPIA!


Por Vlado
Seria muito mais fácil sermos realistas, deterministas, meros expectadores da realidade que nos cerca. Contradizer o atual, o profano, o maldito, o destruidor, é difícil, perigoso, é arriscado.
Talvez seja por isso que assistimos ao desprezível teatro da submissão, onde ventríloquos comandam suas marionetes com exímia habilidade. Marionetes essas, com falsos risos, falsas alegrias, “sonhos” nojentos, corações de brinquedo.
Ah! A Humanidade está saturada! Consumir é a lei, comprar é a moda. Quanta futilidade! Por que a imundície capitalista contaminou o homem? Será que isso é realmente o bom, o ideal, o perfeito?
Por que será que tantas pessoas morrem de fome todos os dias e ninguém nada diz? Por que crianças perdem suas identidades tão cedo para a prostituição, drogas, violência e nada fazemos? Será que o maldito dinheiro e seu encanto de poder estão cegando nossa visão para o semelhante?
Por que os sonhadores são acusados de loucos? Será que não há espaço para o sonho, para a mudança, para a revolução? Onde estão os valores da humanidade, essa legião que subjugou a natureza a seu favor e hoje é escrava de sua sombra?
Tantas perguntas. Poucas respostas. O Homem está se perdendo. Precisamos mudar isso. Precisamos mudar nossa história. Ainda existe força. Ainda existe sonho, ainda existe UTOPIA!
Enquanto ainda existir gente com nobres ideais a luta não estará perdida. O Mundo está sofrendo, está condenado e precisamos mudar essa situação. Precisamos sonhar, crer, lutar. A nação da Utopia deve nascer em uma conspiração que contamine o coração dos guerreiros da justiça e possa levar-nos a verdadeiras mudanças.
VIVA A UTOPIA! Não é uma aclamação, é um conselho, viver a Utopia é dever, e início daquele que lutará até o fim pela Justiça e liberdade! Enquanto unidos estivermos poderemos fazer mudanças enormes e construir a história que queremos ainda que para cegas marionetes desprezíveis isso seja impossível e insano.
VIVA A UTOPIA!