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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O fim das eleições e a Presidente Dilma

Por Frederico Rosa,

Fim do período eleitoral e o resultado das urnas revelam o histórico feito dos brasileiros: elegeram sua primeira presidente. Penso que, tanto os atores do circo eleitoral, armado especialmente nesse segundo turno, quanto nós, reles mortais sobreviventes da baixaria eleitoral, teremos um pouco de paz. Longe desse “guerra fria” travada nos últimos meses, como se fosse apagada após a apuração das urnas, os olhos dos brasileiros se enchem de esperança na “companheira Dilma”.

Pois bem. Fato inegável é que a política do então presidente Lula de promover políticas públicas e sociais constituiu um ganho para o Brasil e para os brasileiros. Neste sentido espero que, de fato, o governo da presidente eleita siga o mesmo rumo. No entanto, espero mais ainda que seja um governo de protagonismo e não de sombras. Não sabemos se será realmente o governo de uma mulher vencedora das estruturas patriarcalistas ou se, na verdade, em algum momento, será uma vítima diplomada da mesma. É visível o poder que disseminou-se com tal forma de pensar e ver o mundo, então não nos enganemos: pode ser que o corpo mulher não signifique a vitória da mulher...

Quero ser esperançoso neste momento novo, mas não pretendo ser inocente. O momento da euforia da vitória irá passar e nos caberá a tarefa de não deixar morrer os verdadeiros ideais que moveram nosso intento de voto em certo ou certa candidata...

Se Deus existe, que não nos deixe cair na tentação de tornarmos, também nós, as nossas palavras em discursos, quase eleitorais... extasiados e vazios.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eleições: nonada

Por: Frederico Rosa

Bairrismo. Resumo assim o pseudo esforço político dos brasileiros de modo geral.
Quanto aos candidatos, imagino se há, de fato, o intuito construtivo da democracia. Na verdade o sentido etimológico grego parece ter ido há muito! Promoção pessoal, ataques e.....bairrismo. Direcionamentos e mais direcionamentos... fala-se muito nessa época.
Parece que fazem de nossos pobres caixas de votos. Como é a pobreza que vence a eleição, acho que é por isso que não há muito empenho para erradica-la.
Quanto aos brasileiros, repetidores deste atos supracitados, apegam-se às promessas, às pessoas, às imagens construídas.
Então católicos carismáticos e protestantes não votam na Dilma porque ela é "a favor do aborto". A Igreja inclusive lançou carta com pedido de negação de voto a candidata.
Os pobres não votam no Serra, pois ele é "tucano". Inclusive há campanhas com este conteúdo.
Ora, que Brasil é esse que queremos? Afinal, o que estamos escolhendo, os governantes do país ou os governantes de certos grupos. Será que a grande utopia não seria o pensamento do TODO?
Acredito que seja, mais do que nunca, necessário vislumbrar as totalidades. Avaliar se um candidato possui projetos que abranjam a universalidade do país, claro que elencando prioridades.
É importante ressaltar que ideologias até vencem eleições, mas não sei ao certo se são capazes de construir um governo justo e forte.
Para além da baixaria narcisista que nos salta aos olhos (ou aos ouvidos) todos os dias, manifesto a minha descrença na hipocrisia de uma política partidária, perdida nos olhares fanáticos idealistas e banalizada nas ideologias, onde o que há é um círculo vicioso de disputa pelo poder, um pêndulo onde os topos são alcançados pela arte retórica!
Como o bom-senso caiu em desuso na 'Pátria amada' (amada até certo ponto), vamos aguardar as eleições.
Mas, como diria Guimarães: "O sertão é assim. Deus mesmo, quando vier, que venha armado"

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Prolegômeno, tudo e nada.



Por Frederico Rosa

Nome e sobrenome. Intróito necessário à identificação prévia de seres desconhecidos, que, por hora, se tornam claros nas manchas físicas ou virtuais de suas escritas, reflexos daquilo pensam e daquilo que são. Na verdade a pretenção aqui não é a conversão de quem lê. Na verdade, à semelhança do velho Nietzsche, “não quero seguidores”. Antes, pelo contrário, sejam críticos de toda crítica, inclusive destas e das suas próprias, as quais não resumem, se quer, um termo do dito sobre a vastidão do mundo e das pessoas que nos cercam. De cada coisa, pode ser que uma palavra não diga nada. Verdades? Talvez seja bom não crer nelas, para não encerrar o que jamais pode ser encerrado ou talvez seja interessante apostar em algumas, dado norte que necessitamos para sustentar a tentativa da vida,juguem como quiserem. Aqui elenco minhas questões e pretendo revisitá-las a cada instante e a cada palavra… o devir me encanta e nada está pronto.

Não dizendo muito, acabei dizendo bastante. Frederico, mensão em vernácula de um incômodo pensador. Aí a indicação real de uma das pretensões deste que escreve. Que seja incomodado o que está estático, para que não prive o movimento do tempo, da história, das pessoas, de cada coisa, impondo suas intrinsecas e pretensas verdades carregas da inércia. Como dizia ele (Nietzsche) vamos às marteladas.

Rosa. Nem a cor e nem a flor. Ao mestre do sertão da geografia e de “dentro da gente” (como ele mesmo dizia), que explorou o com “sabedência” a experiência humana, com sensibilidade. Guimarães que demonstrou a complexidade da simplicidade, que de tão abafada se tornou quase desconhecida e, por isso também, praticamente initeligível. Talvez por isso suas obras sejam um verdadeiro exercício intectual e de leitura.

Frederico Rosa resume, enfim, aquilo que são, para mim, alguns amores. Explicita um gosto, revela um pouco do véu de leitura que tenho do mundo.

Na verdade, incômodo e profundidade, perspicásia e sátira, razão e coração, vida. Resumem o desejo motivador destas e das futaras letras que aqui se cravam.