sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O aumento da "violência"


Por: Jostein Amundsen

Assistindo e lendo jornais, revistas, me deparei com matérias muito tristes. Matérias que mostram casos de violência, contra mulheres, homossexuais e o que mais me revolta, violência contra crianças.

Não sou advogado, não sou policial, não sou juiz, menos ainda um político, mas vejo esses fatos como absurdos, e que as pessoas que os praticam merecem ser punidos com todo o vigor possível.

Mais uma vez venho dizer em meus textos que “nós” estamos jogando tudo o que construímos fora, a democracia, o respeito e amor aos direitos humanos, tudo o que foi conquistado com muito suor, e porque não, com muito sangue derramado.

Hoje, temos que nos ater mais no “outro” estamos muito egoístas, só pensamos no que pode ou não nos beneficiar, só aceitamos pontos de vista iguais aos nossos. Vivemos em um mundo com muita diversidade, temos que aprender a lidar com isso, não é possível viver em um mundo cheio de intolerância e de pré-conceitos.

Voltando ao que disse antes, os casos de violência contra crianças tem me incomodado muito. As pessoas que deveriam cuidar e dar carinho a elas estão desrespeitando o direito que elas têm. O direito a vida, e a vida saudável.

Outra coisa que me deixa triste, e a intolerância com pessoas de orientação sexual diferente. Pessoas humilham, espancam e até matam outras apenas porque têm uma orientação sexual diferente da que ela esta acostumada.

Crianças, Mulheres, Homossexuais, Negros, Católicos, Judeus... Toda e qualquer raça, religião orientação, todos somos iguais, portanto, merecemos igual respeito, direitos.

Vejam isso como apelo, desabafo, vejam como quiserem. Mas o que realmente quero é mostrar que precisamos fazer alguma coisa, isso é muito serio, e triste, “o homem que odeia o homem” não esta na natureza humana, mas sim na natureza que o homem cria, então temos toda a autonomia para mudar essa triste realidade.

Não gosto de frases apelativas, mas vejo necessário aqui.

CHEGA DE INTOLERANCIA, O HOMEM É MAIS QUE ISSO.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Em novas mãos"



Final de eleição e novo representante é eleito. Com a vitória de Dilma Rousseff temos um novo futuro pela frente, ela ira governar o Brasil por quatro anos.

Acompanhando a campanha dos presidenciáveis vi coisas que me deixaram triste. Poucas propostas, ataques e acusações sem muita razão foi comum na trajetória traçada pelos candidatos.

Com o resultado e vitoria da candidata apoiada pelo atual presidente, todos têm grande expectativa, pois acreditam que ele ira apoiá-la. Não vou dizer que não, mas acredito que o Lula não ira fazer do governo de Dilma melhor que o dele.

Lula não encerrou sua carreira política, ainda tem um longo caminho até de aposentar. Acredito que ele quer ser eleito novamente na próxima eleição. Será ele um homem ingênuo o suficiente para sustentar um governo que posteriormente pode atrapalhar sua candidatura?

Se Dilma for bem em seu mandato ela poderá sim atrapalhar o governo de Lula, caso ela tenha o mesmo nível de aceitação que o presidente atual tem.

Em fim. Acredito que ela seja capaz de rumar o Brasil para o progresso. Sinceramente espero que seja, mas tenho meus motivos para não acreditar que ela será “o novo Lula”.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O fim das eleições e a Presidente Dilma

Por Frederico Rosa,

Fim do período eleitoral e o resultado das urnas revelam o histórico feito dos brasileiros: elegeram sua primeira presidente. Penso que, tanto os atores do circo eleitoral, armado especialmente nesse segundo turno, quanto nós, reles mortais sobreviventes da baixaria eleitoral, teremos um pouco de paz. Longe desse “guerra fria” travada nos últimos meses, como se fosse apagada após a apuração das urnas, os olhos dos brasileiros se enchem de esperança na “companheira Dilma”.

Pois bem. Fato inegável é que a política do então presidente Lula de promover políticas públicas e sociais constituiu um ganho para o Brasil e para os brasileiros. Neste sentido espero que, de fato, o governo da presidente eleita siga o mesmo rumo. No entanto, espero mais ainda que seja um governo de protagonismo e não de sombras. Não sabemos se será realmente o governo de uma mulher vencedora das estruturas patriarcalistas ou se, na verdade, em algum momento, será uma vítima diplomada da mesma. É visível o poder que disseminou-se com tal forma de pensar e ver o mundo, então não nos enganemos: pode ser que o corpo mulher não signifique a vitória da mulher...

Quero ser esperançoso neste momento novo, mas não pretendo ser inocente. O momento da euforia da vitória irá passar e nos caberá a tarefa de não deixar morrer os verdadeiros ideais que moveram nosso intento de voto em certo ou certa candidata...

Se Deus existe, que não nos deixe cair na tentação de tornarmos, também nós, as nossas palavras em discursos, quase eleitorais... extasiados e vazios.

Temos nova presidente: Dilma Rousseff




Por Vlado


Foi uma campanha dura, cheia de acusações, disucssões, ataques e tensões entre dois lados importantes de nossa política: o PT e o PSDB, cada qual com seus aliados. Após a saída da candidata que sozinha se tornou uma força incrível, Marina Silva, as coisas tenderam para o que queria o presidente desde o início, ou seja, uma eleição plesbiscitária.

Após os meses de disputa eleitoral o Brasil elegeu de maneira histórica a primeira mulher para a presidência da república: Dilma Rousseff.

Para mim e para nós conspiradores desse espaço a luta por uma causa é perene, pois ela nunca acaba. Portanto, essa eleição representa um fato e a causa continua a mesma, só que desta vez com uma força pela qual vamos respeitar, torcer, acreditar e criticar dentro daquilo que chamamos de democracia.

Dilma é a vitória das mulheres que ainda sofrem com os valores patriarcais, mas é também a esperança de um governo que consiga diminuir as diferenças sociais desse país. Com a maioria conquistada no congresso cresce a expectativa também por reformas que possam vir a serem discutidas e feitas, já que em campanha pouco se falaram delas. Dentre as reformas podemos destacar a tributária e a política, para melhorar esse sistema que tem deficiências enormes e que é um desejo desse humilde conspirador.


Como sonhador, crítico e conspirador desejo que Dilma seja uma grande presidente e que dê passos de justiça junto a essa pátria que amamos do fundo de nossas almas.


A democracia respira calma mais uma vez, mesmo precisando desobstruir algumas vias...
Saudações presidenta Dilma Rousseff!


domingo, 31 de outubro de 2010

Vence uma mulher...


por Erasmus Morus


Acontece algo que, sem dúvida, entra para a história do Brasil. Uma mulher é eleita presidente do Brasil.

Assistimos a uma campanha de baixo nível. Um jogo de acusações recíprocas e poucas propostas, ideias.

Enfim, em uma sociedade historicamente dominada por homens, uma mulher, a quem é dado o lugar à parte, do sexo frágil é eleita presidente.

Não há muito o que falar, visto que não sou especialista em análises sociais sob o paradigma das relações de gênero. Em meu limite de reflexão só posso analisar a mudança pela qual estamos passando. Depois do presidente operário, uma mulher.

Espero que a eleição de Dilma Roussef seja um lampejo de esperança de uma sociedade mais equitativa, onde valha a máxima de Sêneca: Homo res sacra homini. Membra svmvs magni corporis.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"E VOLTA O CÃO ARREPENDIDO"


Por Jostein Amundsen

Pois é amigo conspirador, o segundo turno das eleições está ai, e nós, mais uma vez teremos que decidir entre dois candidatos à vaga de presidente do nosso país.

Depois que se passaram alguns dias do resultado da primeira parte das eleições desse ano, os candidatos voltaram a trabalhar em suas “campanhas” eleitorais.

Assistindo e analisando os discursos e campanhas dos presidenciáveis, tive oportunidade de ver algumas propostas interessantes, algumas nem tanto, pude ver certo interesse dos candidatos em ajudar nosso país. No entanto esse tipo de atitude veio mudando em certos candidatos.

Vendo as “campanhas” dos candidatos hoje, tenho uma leitura um pouco diferente do que havia percebido anteriormente. Eles deixaram de lado todo o compromisso assumido no inicio da “corrida ao poder”.

Fiz questão de destacar a palavra “campanha” nesse texto para poder ficar mais claro o que quero falar, irei me explicar. Os candidatos estão em uma espécie de briga pessoal, fazendo ofensas e desmoralizando o adversário, estão deixando de lado o que realmente importa para o eleitor.

Vejo muitas pessoas que se deixam levar por essas “picuinhas” criadas para atrapalhar o oponente na hora de conquistar votos, eles estão usando um discurso cada vez mais apelativo, estão usando armas contra a democracia.

Um bom exemplo dessas armas usadas pelos candidatos, e a fé. A igreja católica deixa bem claro que é contra certas coisas, para se beneficiar, os candidatos usando desse artifício contra os eleitores, elencam seus discursos com falas voltadas para o que eles querem ouvir, e os eleitores mesmo sabendo que eles não iram fazer exatamente como falam confiam, porque a “igreja” acha que é certo votar em certa pessoa.

Esta eleição está sendo muito esclarecedora pra mim, sou um cidadão que tenho direito a voto há pouco tempo mas me importo com o futuro de nossa geração. Então procuro me informar, estudar e conhecer os candidatos. Estou vendo que cada vez que eles abrem a boca pra falar sobre alguma coisa, eles estão voltando anos e anos atrás em âmbito de democracia e clareza de proposta. Estamos voltando à época do “voto de cabresto” como eu mesmo já havia citado antes.

Como o nosso objetivo nesse blog e o debate (o que deveria ser feito por “eles” [hehe]) deixarei alguns questionamentos.

Onde vamos parar com todo esse descaso com o cidadão?

Nós estamos sendo honestos conosco mesmos, deixando-nos influenciar pelas idéias dos outros?

Não tendo outras opções de voto, seremos nós capazes de eleger a pessoa mais competente para nos representar?

Vamos mudar o mundo, meus amigos. O poder de escolha é seu.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

“Entre vós não deve ser assim”: uma pensata teológica sobre a intervenção de igrejas nas eleições 2010


Por Erasmus Morus

O Brasil vive um grande momento de sua história: a possibilidade de escolher entre projetos distintos de governo já experimentados. Infelizmente a campanha perdeu seu caráter propositivo e dialógico do primeiro turno e passou a uma troca de acusação entre a situação e a oposição. A situação ainda piora quando igrejas, em nome de Deus, fazem looby para favorecer candidato x ou y.

Como teólogo e conspirador deste blog, não posso deixar de me posicionar acerca da missão da Igreja cristã no que tange à política.

Desde os primórdios o messianismo de Jesus de Nazaré não é bem compreendido por todos aqueles que são seus seguidores. Alguns dos que estavam com ele pediram lugares à sua direita e à sua esquerda. A resposta de Jesus é emblemática: os governos buscam poder mas, entre os discípulos não deve ser assim. Quem quiser ser o primeiro que seja o servidor de todos.

A Igreja, no entanto, após o edito de Milão por Constantino, abandona as catacumbas e se atrela ao poder estatal a ponto de o dito Imperador se considerar “bispo de fora” por ocasião do Concílio de Nicéia. A Igreja vai se adaptando aos rumos históricos da Europa e vai cada vez mais se centralizando e assumindo um poder político de grande expressão. Haja vista as 27 leis ditadas pelo papa Gregório VII, onde afirma que somente os pés do papa podem ser beijados.

Certamente, como afirmam alguns historiadores da Igreja, isto era necessidade da contingência histórica. Fato é que a Igreja se vinculou às cortes e passou a exercer poder político e espriritual.

Com o advento da modernidade e do estado laico as igrejas perdem, de alguma forma, o poder político oficial. Todavia os palácios episcopais e as casas paroquiais continuam a, saudosamente, suspirar pelo poder das cortes.

O Concílio Vaticano II é, sem dúvida o grande marco da Igreja Católica no século XX, pois, ao invés de ser um concílio dogmático como os demais, ele é um concílio pastoral, onde a Igreja volta-se sobre si mesma, em humilde gesto de auto crítica repensa e reformula sua caminhada pastoral.

No Concílio a Igreja passa a se compreender como Povo de Deus que vive em comunhão e sua missão é testemunhar o Evangelho em meio às alegrias e esperanças do homem.

Depois dessa digressão histórica podemos pensar, à luz da Palavra de Deus e do Concílio Vaticano II o que estamos testemunhando: Igrejas exigindo que candidatos assinem compromissos com suas pautas morais, bispos escrevendo cartas dizendo claramente aos fiéis que não votem em determinado partido. A igreja, em seu aspecto humano é inegavelmente uma coorporação política, visto que o homem é animal político e é este homem que compõe a Igreja como seu membro.

Sendo a missão da Igreja evangelizar e sendo ela a-partidária, já que ékklesia, re-união de pessoas, ela está falhando ao obrigar candidatos a assinar suas pautas morais.

Não estamos aqui discutindo a pauta moral das Igrejas, mas a maneira com que ela a propõe. Vivemos um saudosismo das cortes quando deveríamos revisitar nossas origens, as catacumbas, e anunciar o Evangelho da vida e não o impor.

Será o que faria Jesus? Faria campanha a favor de um partido ou promoveria a unidade dos filhos de Deus, acolhendo a todos os partidos e propondo um caminho que visa fazer uma nova consciência? A César o que é de César e a Deus o que é de Deus.